ENPEC em versos ūüíē

ENPEC em versos
Autora: Leila Inês Freire
ENPEC se sente, se vive e se leva!

ENPEC é gente
√Č gente da gente
Das gentes que buscam
A belezura do aprender

ENPEC é  gente
Que cria com a razão, com as ideias e a emoção
ENPEC se sente
Física,  química e biologicamente

ENPEC em Natal é  quente
Aquece o corpo, no calor do lugar
Aquece a alma, nos encontros mais belos
Aquece o coração, nas lembranças construídas

ENPEC  em Natal é pura animação
Pulsa nas quadrilhas do S√£o Jo√£o e na cultura popular
Acende as fogueiras de ensinar e aprender ciências
De novas e velhas maneiras

E nesse ENPEC se falou de que?
Se falou de ciência
Se discutiu o aprender e o ensinar
E se tocou a singeleza do humano
No ato di√°rio e singular de balburdiar

Pensamos ciência
Fizemos ciência
Nos encontros
Nas diferenças

E se falou de justiça?
Sim!  E como não?!?
Em tempos sombrios
Somos luz na escurid√£o

As m√£os que se juntam
num ato de rebeldia
protegem e plantam
a semente de uma nova geração
que faz da revolução
a marca de uma nova nação

E teve voz e teve vozes (ahh!, se teve!)
Se deu voz a quem nem sempre a teve
E a quem muito se deve!

Na alvorada de um novo tempo
Nascido das resistências diárias
A sociedade democr√°tica
Idealizada
Sonhada
Buscada
Tal qual semente plantada
Por nós seguirá sendo cuidada
Na luta cotidiana
Em todos os lugares por onde suas raízes se espalham

De S√£o Paulo nos vem Freire
De Natal a Pernambuco
Painho e Mainha que nos inspiram a educar em ciências o ser humano inconcluso

ENPEC em Natal inaugurou
Um novo tempo
Novo lugar
Em que o ser humano inconcluso tem a chance de ser singular

E a sanfona que tudo começou
Agora vai descansar
Sabendo que seu som já  ecoou
No fazer daqueles que querem e sabem ensinar

E o ENPEC acaba
Com gosto de quero mais
Sabendo que mesmo na dist√Ęncia
Os ideias que nos unem v√£o sempre nos guiar

E assim nos despedimos:
Banhados com as l√°grimas de S√£o Pedro
(que também são da preta e do preto,  do matuto e da sinhá, dos pobres e esquecidos)
De alma lavada
Com a semente  da Educação em Ciências regada
na esperança de que germinará e crescerão
raízes e frutos  de um futuro mais justo

De Natal partimos
Com a saudade que aperta o peito
Levando sorrisos e sotaques de todos os jeitos
Conhecimentos e saberes refeitos
Na plenitude do coletivo inconcluso que nos tornamos