ENPEC em versos šŸ’•

ENPEC em versos
Autora: Leila InĆŖs Freire
ENPEC se sente, se vive e se leva!

ENPEC Ć© gente
Ɖ gente da gente
Das gentes que buscam
A belezura do aprender

ENPEC Ć©Ā  gente
Que cria com a razĆ£o, com as ideias e a emoĆ§Ć£o
ENPEC se sente
FĆ­sica,Ā  quĆ­mica e biologicamente

ENPEC em Natal Ć©Ā  quente
Aquece o corpo, no calor do lugar
Aquece a alma, nos encontros mais belos
Aquece o coraĆ§Ć£o, nas lembranƧas construĆ­das

ENPECĀ  em Natal Ć© pura animaĆ§Ć£o
Pulsa nas quadrilhas do SĆ£o JoĆ£o e na cultura popular
Acende as fogueiras de ensinar e aprender ciĆŖncias
De novas e velhas maneiras

E nesse ENPEC se falou de que?
Se falou de ciĆŖncia
Se discutiu o aprender e o ensinar
E se tocou a singeleza do humano
No ato diƔrio e singular de balburdiar

Pensamos ciĆŖncia
Fizemos ciĆŖncia
Nos encontros
Nas diferenƧas

E se falou de justiƧa?
Sim!Ā  E como nĆ£o?!?
Em tempos sombrios
Somos luz na escuridĆ£o

As mĆ£os que se juntam
num ato de rebeldia
protegem e plantam
a semente de uma nova geraĆ§Ć£o
que faz da revoluĆ§Ć£o
a marca de uma nova naĆ§Ć£o

E teve voz e teve vozes (ahh!, se teve!)
Se deu voz a quem nem sempre a teve
E a quem muito se deve!

Na alvorada de um novo tempo
Nascido das resistĆŖncias diĆ”rias
A sociedade democrƔtica
Idealizada
Sonhada
Buscada
Tal qual semente plantada
Por nĆ³s seguirĆ” sendo cuidada
Na luta cotidiana
Em todos os lugares por onde suas raĆ­zes se espalham

De SĆ£o Paulo nos vem Freire
De Natal a Pernambuco
Painho e Mainha que nos inspiram a educar em ciĆŖncias o ser humano inconcluso

ENPEC em Natal inaugurou
Um novo tempo
Novo lugar
Em que o ser humano inconcluso tem a chance de ser singular

E a sanfona que tudo comeƧou
Agora vai descansar
Sabendo que seu som jĆ”Ā  ecoou
No fazer daqueles que querem e sabem ensinar

E o ENPEC acaba
Com gosto de quero mais
Sabendo que mesmo na distĆ¢ncia
Os ideias que nos unem vĆ£o sempre nos guiar

E assim nos despedimos:
Banhados com as lĆ”grimas de SĆ£o Pedro
(que tambĆ©m sĆ£o da preta e do preto,Ā  do matuto e da sinhĆ”, dos pobres e esquecidos)
De alma lavada
Com a sementeĀ  da EducaĆ§Ć£o em CiĆŖncias regada
na esperanƧa de que germinarĆ” e crescerĆ£o
raĆ­zes e frutosĀ  de um futuro mais justo

De Natal partimos
Com a saudade que aperta o peito
Levando sorrisos e sotaques de todos os jeitos
Conhecimentos e saberes refeitos
Na plenitude do coletivo inconcluso que nos tornamos

 

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