ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
 

SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS

ÁREA TEMÁTICA: COMUNIDADE, PRÁTICAS E POLÍTICAS EDUCACIONAIS

 

 

“INTRODUÇÃO À PESQUISA EM ENSINO DE CIÊNCIAS”: UMA DISCIPLINA DE PÓS-GRADUAÇÃO VISANDO A FORMAÇÃO DE PESQUISADORES
Verónica Guridi, Juarez Melgaço Valadares, Doralice Bortolocci Ferreira e Alberto Villani
veguridi@yahoo.com.ar

O crescimento da demanda por cursos de pós-graduação strictu sensu (Mestrado e Doutorado) na área de Ensino de Ciências no Brasil não veio acompanhado de mudanças adequadas ao novo perfil dos alunos ingressantes. Diante dessa problemática, no programa Interunidades em Ensino de Ciências da Universidade de São Paulo foi elaborada a disciplina “Introdução à Pesquisa em Ensino de Ciências”, visando proporcionar aos alunos, além do conhecimento de métodos e técnicas de pesquisa, também a mudança de seu modo de olhar para os eventos educacionais. Neste trabalho, descreveremos a disciplina e analisaremos os resultados de sua implementação em dois grupos de estudantes em 2004. Palavras-chave: formação; pesquisadores; metodologia; disciplinas; pós-graduação.

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A GESTÃO FLEXÍVEL DO CURRÍCULO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS FÍSICAS E NATURAIS NO 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO EM PORTUGAL: AVALIAÇÃO DA SUA IMPLEMENTAÇÃO
Maria da Conceição Duarte e Manuel Sequeira
cduarte@iep.uminho.pt

“Por Gestão Flexível do Currículo entende-se a possibilidade de cada escola organizar e gerir autonomamente o processo de ensino-aprendizagem, tomando como referência os saberes e as competências nucleares a desenvolver pelos alunos no final de cada ciclo e no final da escolaridade básica, adequando-se às necessidades diferenciadas de cada contexto escolar e podendo contemplar a introdução no currículo de componentes locais e regionais” (Despacho 9590/99). Este projecto, iniciado em 1997 num número restrito de escolas, foi generalizado a todo o país em 2001. Nesta comunicação pretende-se analisar a avaliação que professores de Ciências Físicas e Naturais (3º ciclo do Ensino Básico) fazem da experiência que têm na Gestão Flexível do Currículo (GFC). Os resultados, obtidos com base num questionário aplicado a 354 professores de Ciências Físicas e Naturais, apontam para dificuldades dos professores na implementação da GFC e para uma avaliação pessimista da concretização dos princípios que a orientam.

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APRENDER COM HISTORIETAS DESDE AS PEGADAS INICIAIS: A CONSTRUÇÃO DO PESQUISADOR
Maria do Carmo Galiazzi
carmo@mikrus.com.br

Apresentam-se os resultados de pesquisa conduzida em uma comunidade de aprendizagem com professores e estudantes de um Programa de Mestrado em Educação Ambiental durante o ano de 2003. O tema de pesquisa foi o processo de construção do projeto da dissertação, defendido após o primeiro ano do curso. A pesquisa foi desenvolvida a partir da questão: Qual o significado da construção do projeto de dissertação para os alunos do Mestrado? Foram entrevistados 15 alunos e o processo de análise apoiou-se nos princípios da análise textual qualitativa (MORAES E GALIAZZI, 2005). As transcrições das entrevistas, as unidades de significado e os diferentes passos da análise foram disponibilizados em um grupo fechado da Web. As categorias apresentadas neste texto, em uma perspectiva da pesquisa narrativa (CLANDININ e CONNELLY, 2000) são: o delineamento do projeto; a construção do objeto de pesquisa e as dificuldades dos mestrandos neste processo.

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CULTURA E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NA ESCOLA
Iara R. B. Guazzelli; Maria Delourdes Maciel; Wanderley Carvalho
iara.guazzelli@terra.com.br

O trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa em andamento cujo objeto de estudo é a relação entre construção do conhecimento científico, subjetividade e cultura, na escola, a partir de um enfoque epistemológico e antropológico, no ensino de matemática e ciências. Fundamenta-se no pensamento da complexidade e em especial na obra de Morin. Mostra como os processos de construção do conhecimento por alunos e professores são mediados pela relação que, tanto uns como outros, estabelecem com determinadas perspectivas culturais as quais, por sua vez, propõe uma certa interpretação para o conhecimento científico e sua construção. Percebe a diversidade cultural como um dos traços marcantes da sociedade contemporânea e a escola como um espaço no qual se cruzam múltiplas perspectivas culturais. Discute como os professores e alunos podem repensar, a partir desses estudos, sua relação com a cultura e com o conhecimento científico numa postura de diálogo e respeito mútuo.

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ENSINO DE CIÊNCIAS: ALGUMAS CARACTERÍSTICAS E TENDÊNCIAS DA PESQUISA
KAWAMURA, Maria Regina; SALEM, Sonia
sosalem@if.usp.br

A área de Ensino de Ciências vem ganhando espaço ao longo dos últimos anos, tanto no que se refere à pesquisa, como à profusão de publicações, trabalhos e intervenções. Isso se reflete, particularmente, no aumento significativo e na diversidade dos trabalhos apresentados em suas publicações ou em seus Encontros, com a participação de educadores e pesquisadores das áreas específicas como Física, Química e Biologia. Essa recente expansão parece requerer investigações sobre a produção da área, buscando uma melhor compreensão de suas origens e sua evolução. No presente trabalho, procuramos mapear a produção apresentada no I e IV ENPECs, especialmente no que se refere às suas áreas temáticas, a partir de uma seleção e estruturação dos temas presentes nesse conjunto de trabalhos. Essa é uma etapa de um programa de pesquisa mais abrangente, através do qual pretendemos contribuir para o resgate histórico e análise da área, suas principais tendências e perspectivas.

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EXPERIÊNCIAS DE ORIENTAÇÕES DE ALUNOS DO NÍVEL MÉDIO DA REDE PÚBLICA
Maria Lúcia Grillo
mluciag@uerj.br/mlgpb@ibest.com.br

Foram feitas orientações de alunos carentes do nível médio, de escolas públicas, dentro do projeto Jovens Talentos para a Ciência, em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Cada aluno teve oportunidade de acompanhar de perto projetos de pesquisa, na área de Física da Matéria Condensada, além de confeccionar experiências em laboratórios didáticos, com acompanhamento de orientação da parte teórica referente às experiências e reforço para as aulas do colégio. Foi observado, em todos os alunos, um aumento pelo interesse no aprendizado de Física, inclusive com alguns optando por cursar Física. Atualmente continuamos com as orientações, experimentando novos métodos que possam talvez levar a melhores resultados.

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FILARIOSE LINFÁTICA BANCROFITIANA: UMA AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA CAMPANHA XÔ FILARIOSE
Micheline Barbosa da Motta e Francimar Martins Teixeira
fmtm@terra.com.br

Neste artigo avaliamos possíveis efeitos da campanha Xô Filariose nos modelos mentais construídos por 50 alunos entre 9 e 10 anos, residentes em áreas endêmicas na Região Metropolitana do Recife. Os resultados indicaram que: (1) as crianças acreditam que a doença é evitável, tratável, tem origem num fator externo ao corpo e que o sucesso do tratamento depende do cumprimento das recomendações médicas; (2) as explicações construídas estão baseadas em experiências vividas, tornando a possibilidade de reviver situações reais na escola, uma metodologia de ensino adequada ao trato de temas cotidianos; (3) a Xô Filariose favoreceu a popularização do nome da doença e do vetor, ressaltou o uso de remédio como tratamento e prevenção e limitou as medidas preventivas ao uso de medicamento, não esclarecendo o papel da muriçoca e da filária no estabelecimento da doença.

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LEGISLAÇÃO E A EDUCAÇÃO PARA A COLETA SELETIVA DE PILHAS. PROBLEMÁTICA DO DESCARTE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO.
Regina Célia Martinez.
reginamarar@uol.com.br

Art. 225 da Constituição Federal dispõe: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".Para tanto, precisamos promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e à conscientização pública(inciso VI). A Resolução CONAMA 257/99 dispõe em seu art. 1o. "As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessários ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos(...)seão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizadas pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem, diretamente ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequada." A lei é conhecida e aplicada? O processo educativo tem sido efetivo em relação à comunidade? As respostas e a análise da temática estão presentes no referido trabalho.

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POBREZA: UMA QUESTÃO PARA O ENSINO EM BIOCIÊNCIAS E SAÚDE?
Carla Moura Lima, Valéria Trajano, Victor Vincent Valla
carlamoura@ioc.fiocruz.br

Este trabalho apresenta uma síntese parcial da pesquisa vigilância civil da saúde na atenção básica–uma proposta de ouvidoria coletiva na ap3.1, Rio de Janeiro desenvolvida na ENSP/Fiocruz (dez/2003-dez/2004). Ocorreram 15 encontros e 2 seminários ampliados, com funcionários de 3 unidades de saúde, representantes religiosos e comunitários de três complexos de favelas na zona da Leopoldina no Rio de Janeiro: Manguinhos, Maré e Penha. Nestes encontros foram discutidas questões como: o acesso a alimentos e aos serviços de saúde, as expressões do sofrimento da população e dos profissionais de saúde. A pergunta desta pesquisa é sobre a pertinência da discussão da pobreza na formação em saúde e em biociências. Os resultados propõem possíveis aplicações na formação dos profissionais de biociências e saúde visando também a formulação de políticas públicas. A constatação que mais prevaleceu foi a do impasse provocado pela situação de pobreza para a superação dos problemas de saúde.

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REFLEXÕES SOBRE UM PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PARA O ENSINO MÉDIO
Maria Luiza de Mello e Souza
luizasouza@fiocruz.br

O presente trabalho apresenta reflexões sobre a importância da iniciação científica (IC) para alunos do ensino médio, a partir da experiência do Programa de Vocação Científica (Provoc) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, desde 1986, insere estudantes em ambientes de pesquisa de forma planejada e sistemática. O trabalho argumenta em favor de compreender melhor a predominância feminina entre os participantes do programa, e de promover maior proporção de alunos de camadas populares, de modo a maximizar os benefícios dele decorrentes e contribuir para reduzir as desigualdades características do sistema educacional brasileiro. Neste sentido, discute estratégias para promover alterações no conjunto de alunos participantes e pré-requisitos para colocá-las em prática. Finalmente, discute a importância de conhecer melhor o efeito do programa para além dos seus beneficiários diretos, isto é, sua influência sobre as escolas parceiras e sobre os colegas que convivem cotidianamente com os alunos participantes.

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RELIGIOSIDADE POPULAR: FOME DE QUE?
Carla Moura Lima e Victor Vincent Valla
carlamoura@ioc.fiocruz.br

A dificuldade de acesso aos serviços públicos de saúde gera percepções nas camadas populares que apontam para a falta de esperança na resolução de sua situação; advinda de políticas públicas. O itinerário dos usuários, em busca da solução de seus problemas de saúde inclui as instituições religiosas. Na tentativa de compreender o que atrai, mantém e satisfaz a população dentro de suas crenças e de que forma é vista a relação entre saúde e religiosidade, algumas estratégias foram utilizadas; tais como: visitas e entrevistas a instituições religiosas, bem como o acompanhamento a um culto evangélico. Os resultados mostraram que as “curas milagrosas” ocorridas com os freqüentadores seriam o principal motivo de procura da religião, e não de permanência nela; indicando resultados benéficos na saúde das pessoas. A concepção inicial de que a participação da população em cerimônias religiosas resultaria em alienação e desistência de participação popular, tem sido questionada.

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SUPLÊNCIA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: DIFICULDADES E AVANÇOS COM A DESCENTRALIZAÇÃO
Alexandre Pereira Chahad, Terezinha Correa Lindino, Débora Coimbra
ddebora@power.ufscar.br

Este trabalho apresenta resultados preliminares através da mudança de paradigma para a avaliação, particularmente para o Ensino de Física, na modalidade de educação de jovens e adultos com presença flexível, realizada na Diretoria de Ensino do município de São Carlos, SP. As adequações ocorridas no último ano, pautando a avaliação nos princípios norteadores circunscritos nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, sua descentralização e uma maior interação entre seus elaboradores e a experiência didática dos aplicadores, resultaram no desenvolvimento de um novo modelo de avaliação, incluindo etapas e exame final. A Educação de Jovens e Adultos deveria ser concebida, quer presencial ou não, delegando tempos e espaços apropriados para o processo de conhecimento, reflexão e interação. Na ausência dessas premissas básicas, os conhecimentos são concebidos como abstratos, independentes da realidade sócio-econômica-cultural dos alunos e se acumulam por justaposição e não por integração, tal como nas relações consumidor/mercadoria.

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Organização: Roberto Nardi e Oto Borges
Elaboração: Edvaldo Lima da Silva e Sérgio Camargo