ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
 

SESSÃO DE PAINÉIS

ÁREA TEMÁTICA: FILOSOFIA, HISTÓRIA E SOCIOLOGIA DA CIÊNCIA NO ENSINO DE CIÊNCIAS

 

 

A ÉTICA NO USO DA INTERNET EM EDUCAÇÃO
Maria do Carmo Alves da Silva e Fábio Wellington Orlando da Silva
mariac_alves@yahoo.com.br

A Internet, por sua característica liberal, sem muitas normas nem regulamentações, ao ser utilizada na Educação, requer uma Escola preparada com princípios permeados por uma postura crítica e consciente. A consciência e a responsabilidade são valores culturais, que devem ser construídos em todas as instâncias da educação, particularmente a escolar. Com esse pressuposto, empreendemos um estudo sobre a ética na Internet em uma disciplina de Informática, com uma turma de Administração Ambiental e Marketing. A técnica utilizada baseia-se na teoria da ação comunicativa de Habermas, com debates sobre a importância da internet como tecnologia de comunicação e informação, e da ética em seu uso na educação. Essa abordagem despertou os alunos para o tema, com significativa modificação de seu comportamento, como, por exemplo, aprender a respeitar o outro na comunicação pela Internet ou tornar-se um usuário mais crítico e exigente.

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A HISTÓRIA DA CIÊNCIA NO ENSINO DE QUÍMICA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.
Deividi Marcio Marques, João José Caluzi
deivid@fc.unesp.br

Este trabalho faz parte da dissertação de mestrado de um dos autores e visa esclarecer alguns pontos favoráveis, e também as dificuldades, da utilização da História da Ciência no Ensino de Ciências, em especial no Ensino de Química. A importância do trabalho esta no fato de haver uma grande atenção sobre a inserção da História da Ciência no Ensino de Física e Química no Ensino Médio (cf. Castro 1993, Terrazzan, 1994, Teodoro, 2000, Perez, 2004). Razões pelas quais deve ocorrer tal inserção são inúmeras, no entanto vale ressaltar alguns problemas enfrentados por essa inserção e de que maneira tais problemas podem ser superados. Por fim são discutidos alguns apontamentos sobre a História da Química no Ensino de Química.

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A HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E OS SEUS FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, EPISTEMOLÓGICOS E CULTURAIS NO LIVRO DIDÁTICO DE QUÍMICA: O CONCEITO DE SUBSTÂNCIA
Leandro Henrique Wesolowski Tavares; James Rogado
jrogado@unimep.br

Diferentes representações sociais/epistemológicas de Ciência e conhecimento científico estão envolvidas com as atitudes/crenças da Educação em Ciências escolar. As grandes questões históricas, epistemológicas e sociais sobre o método e a construção do conhecimento científico impregnam não somente as pesquisas científicas, mas, em especial, os livros didáticos, as salas de aula e seus sujeitos. Considerando os princípios educacionais difundidos pelos currículos/normas/parâmetros oficiais nacionais, investigamos as imagens que os livros didáticos de química vêm gerando acerca do conceito de substância. A construção/sistematização dos dados orientaram-se por procedimento de natureza exploratória, seguido de análise/discussão apoiadas nas orientações qualitativas da pesquisa e de técnicas de análise de conteúdo. A amostra foi composta de obras consideradas de uso geral no ensino médio nas quais verificamos a introdução histórico-problematizadora do conceito de substância. Os resultados apontam à ausência da difusão das questões históricas/epistemológicas/sociais nos materiais didáticos, contribuindo à construção de imagens distorcidas desse conceito químico.

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A INSERÇÃO DE HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA NO ENSINO DE CIÊNCIAS E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA.
Katemari Rosa, Maria Cristina Martins
katemari@gmail.com

Neste artigo apresentamos parte de uma pesquisa em andamento sobre a inserção de História e Filosofia da Ciência no ensino de ciências, particularmente na formação de professores de física. Trazemos aqui as reflexões acerca da revisão bibliográfica até aqui trabalhada no que se refere a essa inserção no ensino de ciências, bem como as primeiras idéias acerca das implicações desse debate na formação de professores de física. Questionamos o atual currículo de licenciatura em física em relação à forma com que faz a inserção de História da Ciência e Filosofia da Ciência, e a suposta indissociabilidade das duas áreas.

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A MUDANÇA TEÓRICA, A MUDANÇA CONCEITUAL E O PAPEL DO PROFESSOR: PERSPECTIVAS DE UM DEBATE
Carlos Alberto Rufatto
carufatto@uol.com.br

O artigo procura indicar a necessidade de um estudo mais detalhado a respeito dos impactos que dois debates importantes poderiam ter na postura do professor de ciências. O primeiro deles, diz respeito à questão da mudança teórica na ciência, particularmente as discussões a respeito dos fatores que poderiam levar os cientistas a mudarem de teoria. O segundo é sobre a questão da mudança conceitual, abrangendo, inclusive as abordagens mais recentes que questionam esta conceituação. O artigo indicará a possibilidade de explorar as relações entre esses dois debates e, especialmente, as implicações que daí adviriam para a postura do professor de ciências, em particular no que se refere a como atuar, tendo em vista as descobertas mais recentes a respeito das “mudanças conceituais” e, ao mesmo tempo, levando-se em conta os temas do progresso científico e a questão da verdade, debatidos pela Filosofia da Ciência.

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ENSINO DE CIÊNCIAS E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE MORTE HUMANA
Francisco José Figueiredo Coelho e Eliane Brígida Morais Falcão
elianebrigida@uol.com.br

Ensino de Ciências e representações sociais de morte humana. Modalidade: oral RESUMO O ser vivo nasce, cresce, se reproduz e morre. Esse é o ciclo de vida que aprendemos desde criança nas aulas de ciências. Os jovens sabem que terão um fim. A história atesta um longo trajeto cultural de lidar com a finitude. Como educadores, investigamos como os jovens que estudam disciplinas científicas representam a morte humana. Conhecemos com a biologia o ciclo de vida dos seres vivos, mas não se utilizam as aulas para falar sobre a morte. A morte humana não é abordada com enfoque especial, ou diferenciado dos outros seres vivos. O presente artigo relata uma pesquisa qualitativa com estudantes do ensino médio de duas escolas, visando conhecer as representações sociais de morte e discutí-las no contexto do ensino de ciências e educação básica. Palavras-chave: morte –ensino médio- ensino de ciências – biologia- representação social

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EPISTEMOLOGIA GENÉTICA E ENSINO DE CIÊNCIAS
Carneiro, Carbone Marcelo/Arruda, Antonio Carlos
carbone@faac.unesp.br

Trata-se de discutir a Epistemologia Genética, que entende o conhecimento como uma construção e suas implicações pedagógicas na educação e no ensino de Ciências.

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EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO NO ENSINO DE CIÊNCIAS
Arruda, Antonio Carlos Jesus Zanni ; Carneiro, Marcelo Carbone ; Zamunaro, Ana Noêmia Braga Rocchi ; Caldeira, Ana Maria de Andrade
arrudafilosofia@hotmail.com

Este artigo se propõe a discutir o conceito de experiência em teorias do conhecimento e suas relações o ensino de ciências naturais. Trata-se de uma reflexão teórica a partir de referenciais filosóficos dos séculos XVII, XVIII e XX. Para esta discussão, selecionamos o racionalismo de Descartes, o empirismo de Hume, a crítica de Kant e o pragmatismo de Dewey. A partir desses referenciais filosóficos articulamos estas concepções epistemológicas em três posturas pedagógicas diferentes em: A Pedagogia Tradicional (Empirista), A Pedagogia Não –Diretiva e a Pedagogia Ativa e relações com o ensino de ciências naturais. Palavras-chave: Conceito de experiência e ensino de ciências.

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IDEAS DE NATURALEZA: UN CONTEXTO PARA LA COMPRENSIÓN DEL PENSAMIENTO DE NIÑOS Y NIÑAS EN COLOMBIA
Adela Molina y Diana López
adela@udistrital.edu.co

Este artículo reporta los resultados de las primeras etapas del proyecto de investigación denominado: “El pasado y el presente en las ideas de niños y niñas (8-13 años) sobre la naturaleza y el nivel de importancia de lo vivo en dichas explicaciones” . Dentro de las investigaciones en enseñanza de las ciencias, ésta se inscribe en perspectivas que relacionan los contextos culturales con la educación en ciencias, específicamente se enmarca en una tendencia local del conocimiento y la cultura. Los datos fueron obtenidos mediante una carta escrita por los niños y niñas de la muestra a un extraterrestre, quienes pertenecen a tres instituciones educativas del sector oficial del Distrito Capital. La proyección de sus resultados se incluye en este artículo.

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JAMES PRESCOTT JOULE E O EQUIVALENTE MECÂNICO DO CALOR
CHRISTÓFALO, A.A.C.; CALUZI, J.J.
airton@fc.unesp.br

O presente trabalho tem por finalidade uma breve análise das possibilidades de investigação qualitativa em história da ciência, para isso, realizou-se um estudo do artigo original de James Prescott Joule: On the Mechanical Equivalent of Heat, sobre o equivalente mecânico do calor publicado na revista: Philosophical Translaction, na edição de 1850. Ao ensino de ciências conseqüentemente, pode se contribuir para uma avaliação dos textos de divulgação científica que se apropriam de assuntos de história da ciência.

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MARIO BUNGE E A UTILIZAÇÃO DA HISTÓRIA E DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA NO ENSINO DE CIÊNCIAS: UM ENXERTO HISTÓRICO
Thais Cristine Pinheiro; Murilo Westphal; Terezinha de Fatima Pinheiro
thais@icablenet.com.br

Neste trabalho, através de considerações feitas por Mario Bunge, evidencia-se a importância da utilização da história e da filosofia da ciência no ensino de Ciências. Destaca-se a sua posição equilibrada e sua defesa racional ao que poderia ser chamado de “enxerto” histórico que, além de dinamizar e motivar o ensino, contextualizando-o histórica e sócio-culturalmente, poderia evidenciar as possíveis dificuldades vivenciadas pelos estudantes, semelhantes àquelas experimentadas pelos próprios construtores do conhecimento científico. Na seqüência apresenta-se uma opção didática exemplificadora de tal visão, que discute o ensino do eletromagnetismo. A utilização da história da ciência relativa às pesquisas e às descobertas de Hans Oersted é apontada como um caminho para a introdução dos conceitos no ensino do eletromagnetismo, seja por seu poder contextualizador, pelas grandes possibilidades que apontam quando se pensa em concepções prévias ou alternativas, seja pela simplicidade do aparato experimental utilizado, que pode ser facilmente reproduzido na sala de aula.

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MODELOS E EXPLICAÇÕES: A CONSTRUÇÃO DA REALIDADE E SUAS BASES EMOCIONAIS.
Talita Raquel Luz Romero e Maurício Pietrocola de Oliveira Pinto
talitaraquel@yahoo.com.br

Apesar da credibilidade atribuída à ciência, é comum estudantes insistirem em produzir explicações a situações cotidianas por meio de concepções simplistas, espontâneas e algumas vezes ingênuas. Ao diferenciarmos o conceito ‘intuitivo de explicação’ do conceito de ‘explicação científica’ é possível compreender porque, muitos alunos, preterem estas últimas em relação as primeiras. Ao contrapormos estas definições com relatos de alunos que optaram por seguir carreiras técnico-científicas, buscamos identificar quais os critérios de validação de explicações. Assim, poderemos compreender qual o tipo de relação estudantes que não adentrarão nesta comunidade podem estabelecer. Ou seja, de que forma um estudante sem expectativas em carreiras técnico-científicas incorpora tais conhecimentos. Palavras-chave: explicação científica, afetividade, validação de explicações.

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NATUREZA: ASPECTOS DA PERCEPÇÃO DE ESTUDANTES DE BIOLOGIA E DE FÍSCA
Carolina Lima Alves Belo e Eliane Brígida Morais Falcão
carolinabelo@yahoo.com.br

Trata-se do relato de uma pesquisa comparativa das representações sociais de “natureza” de dois grupos de estudantes universitários, um de Biologia e outro de Física. Comparou-se o quarto período dos dois grupos e o último ano da licenciatura de Biologia com a pós-graduação em Física. O quarto período foi escolhido porque neste período os alunos finalizam o básico e passam a cursar matérias específicas de bacharelado ou licenciatura. O grupo de mestrandos de Física foi utilizado para comparação com o grupo de licenciandos de Biologia porque era composto de recém-formados na graduação de Física. A metodologia foi qualitativa e usou-se análise de discurso. Predominaram os discursos “natureza é tudo” e “natureza é o natural”, nos dois grupos. Nuances de cada um dos grupos foram identificadas e relacionadas aos contextos acadêmicos respectivos. Palavras-chave: Natureza, Representação Social, Estudantes de Física, Estudantes de Biologia, Formação Científica.

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O ENSINO DO CONCEITO DE TEMPO: IMAGINAÇÃO, IMAGENS HISTÓRICAS E RUPTURAS EPISTEMÓLOGICAS
Paulo Henrique de Souza
hspaulo2004@yahoo.com.br

Pensando no contexto da pesquisa em ensino de ciências, o ensino do conceito de tempo é um dos mais importantes, intrigantes e interdisciplinares dos conceitos, possibilitando uma abordagem cultural da ciência. Nós nos deparamos com a necessidade de adotarmos uma definição para o tempo e, muitas vezes, apenas enfatizamos o seu caráter matemático. Os livros didáticos mais utilizados em sala de aula não abordam, na maioria dos casos, esse conceito de forma consistente. Tempo, espaço e massa formam um conjunto de conceitos básicos extremamente importantes no ensino de física. Assim, estamos desenvolvendo um trabalho de pesquisa, na forma de dissertação de mestrado, analisando a importância da imaginação, das imagens históricas e do conceito de perfil epistemológico de Gaston Bachelard, buscando elementos que possam auxiliar no ensino desse conceito e na visão de ciência dos alunos do ensino médio.

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O TEMPO COMO PONTO DE ENCONTRO ENTRE A DISCIPLINA DE HISTÓRIA E AS GEOCIÊNCIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL
Andre Betti; Yara Kulaif
andrebet@ige.unicamp.br

Este trabalho apresenta algumas reflexões sobre a importância das Ciências da Terra no ensino fundamental, especificamente na abordagem de conteúdos relativos à disciplina de História. A aproximação entre História e Geologia é realizada através de uma abordagem inovadora para o conceito de “tempo”. O raciocínio histórico nas Ciências da Terra não tem outra existência senão através do processo da história humana. A Geologia, sendo uma ciência histórica, tem o “tempo” como um de seus principais conceitos. O conceito tempo geológico, provavelmente, é um dos que oferecem as maiores dificuldades de aprendizagem. O tempo geológico tem evidentes implicações no pensar sobre a aventura humana no planeta, mesmo que seja apenas para torná-la cronologicamente insignificante. Assim, integrar o conhecimento geológico no estudo da História, propicia o entendimento de que o tempo das culturas humanas está contido num tempo natural muito mais amplo que não pode ser ignorado pelas ciências sociais.

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OS OBSTÁCULOS EPISTEMOLÓGICOS DOS ESTUDANTES DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA AO CLÁSSICO EXPERIMENTO DE OERSTED
Moacir Pereira de Souza Filho e João José Caluzi
moacir@fc.unesp.br

O objetivo central deste trabalho é identificar, descrever e analisar os obstáculos ao conhecimento científico. A recorrência a história da ciência e a realização do clássico experimento de Oersted em um curso de licenciatura em Física possibilitaram, através de questionários, explicitar as idéias dos estudantes. Destacam-se alguns erros ou problemas conceituais encontrados. O trabalho de análise está fundamentado na epistemologia de Bachelard, mais especificamente na noção de obstáculos epistemológicos.

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QUESTÕES RELATIVAS À HISTÓRIA DA CIÊNCIA E AO ENSINO DE CIÊNCIAS
Maria José Fontana Gebara
mgebara@ige.unicamp.br

Nesse trabalho destacaremos a importância da História da Ciência para o Ensino de Ciências. A escolha da História da Ciência deveu-se ao destaque recebido pelo assunto nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) como recurso educacional a ser utilizado pelos professores na busca de melhor qualidade do ensino e maior aproveitamento da aprendizagem. Essa escolha deveu-se também à experiência que realizamos, enquanto professora do Ensino Médio, com essa ferramenta didática. Apresentamos as posições favoráveis, bem como as contrárias, relatadas em alguns dos trabalhos relacionados ao assunto encontrados na literatura.

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SOBRE O ENSINO DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA
José Luis P. B. Silva e Edilson Fortuna de Moradillo
joseluis@ufba.br

Uma significativa parcela de livros-textos de química e física utilizados nos cursos de graduação do Brasil apresentam a lei da conservação da energia como um resultado experimental, sem explicitar o raciocínio que permite chegar à idéia de conservação propriamente dita. Baseados em estudos historiográficos, argumentamos que os dados experimentais apenas revelam a correspondência entre as grandezas envolvidas, ao passo que a conservação da energia é postulada, com base em convicções metafísicas, possibilitando a interpretação dessa correspondência como equivalência. Ao explicitar a elaboração do conceito de conservação da energia, reiteramos nossa posição em favor duma concepção de conhecimento científico como teórico/prático, social e historicamente situado. Por isso, advogamos em favor de um modelo de ensino de ciências que considere a articulação dos conhecimentos prévios dos alunos e o desenvolvimento histórico dos conceitos científicos.

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UMA ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA DO INÍCIO DO SÉCULO
Roberto Bovo Nicioli Junior; Cristiano Rodrigues de Mattos
robnj@if.usp.br

Este trabalho tem por objetivo expor uma visão de como a Física era tratada na passagem do século XIX para o século XX. Foram analisadas as introduções e o conteúdo de cinemática de livros didáticos catalogados na Biblioteca do Livro Didático da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (BLD-FEUSP). Para o levantamento dos dados foi feita uma busca no Banco de Dados LIVRES que, além dos livros da BLD-FEUSP, possui cadastrado livros de várias outras bibliotecas da Capital e interior paulista. Nesta análise preliminar, procurou-se observar nos livros didáticos como a Física era apresentada ao leitor por meio dos prefácios e, como exemplo de abordagem de conteúdo, foi analisado o tópico de cinemática tentando observar o tratamento da apresentação, figuras, exemplos e o padrão na abordagem do conteúdo da época correspondente e suas mudanças ao longo do tempo. Palavras-chave: Livro didático, Ensino e história da Física, Cinemática

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UMA DISCUSSÃO HISTÓRICA SOBRE O ARCO-ÍRIS E O ENSINO DE CIÊNCIAS NAS SÉRIES INICIAIS.
Eliane Maria de Oliveira Araman e Irinéa de Lourdes Batista
em_araman@yahoo.com.br

Este artigo analisa alguns aspectos relevantes na conceituação e compreensão do fenômeno físico do arco-íris por meio de uma apresentação e discussão de exemplares históricos. Em seguida, procuramos integrar a abordagem histórico-filosófica ao eixo referencial de Ciência, Tecnologia e Sociedade como fundamentação necessária para uma pesquisa sobre aprendizagem de Ciências nas séries iniciais. Desenvolvemos o argumento de que tal integração propicia uma melhor compreensão de conceitos científicos, aproximando a Ciência dos interesses culturais e políticos da sociedade; amplia o conhecimento das interações entre o desenvolvimento científico e suas conseqüências na tecnologia e na sociedade, e possibilita ao estudante condições de posicionamentos críticos e reflexivos no exercício da cidadania. Finalmente, articulamos essas linhas de pesquisa na efetivação de uma Aprendizagem Significativa, utilizando estudos sobre os padrões de estruturação cognitiva e mapas conceituais como instrumento para análise da aprendizagem. Palavras-chave: Arco-íris; História e Filosofia da Ciência; Alfabetização Científica; Aprendizagem Significativa.

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UMA DISCUSSÃO SOBRE O MAPEAMENTO CONCEITUAL DA RELATIVIDADE E DA COSMOLOGIA PARA O ENSINO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA
Marcos Cesar Danhoni Neves, Fabiana Ribeiro, Franciana Pedrochi, Jorge Henrique Lopes de Oliveira, Marcio Zolin, Monica Bordim Sanches, Raquel Carmem de Oliveira Scoaris, Roberto Barbosa, Sandra Romero, Sílvia Oliveira Resquetti, Vaníria Bianchi
macedane@yahoo.com

O presente trabalho é a síntese de uma atividade de pesquisa sobre a questão da história da Relatividade (e da Cosmologia), aproveitando o ‘Ano Mundial da Física’. O trabalho foi desenvolvido com professores do Ensino Médio durante as atividades de uma disciplina de Mestrado. O objetivo era analisar o comportamento dos professores a partir da leitura de textos críticos sobre a Teoria da Relatividade e a Cosmologia Moderna (teoria do ‘Big Bang’ e teorias reunidas sob o nome genérico de ‘Teoria(s) do Estado Estacionário’). Os textos críticos foram basicamente de CAPRIA (1999) e LERNER (1994). Mapas conceituais foram usados em abundância para que os professores pudessem exprimir não somente sobre o novo conteúdo advindo da leitura crítica dos textos como, também, para possibilitar o aparecimento de obstáculos epistemológicos e a possibilidade de exploração destes no Ensino de Física Moderna e Contemporânea.

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Organização: Roberto Nardi e Oto Borges
Elaboração: Edvaldo Lima da Silva e Sérgio Camargo