ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
 

SESSÃO DE PAINÉIS

ÁREA TEMÁTICA: EDUCAÇÃO EM ESPAÇOS NÃO-FORMAIS E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

 

 

(RE)PENSANDO OS CORPOS DAS MULHERES EM UM CONTEXTO DE ENSINAR E APRENDER
Fabiane Ferreira da Silva, Paula Regina Costa Ribeiro e Guiomar Freitas Soares
fabi@ceamecim.com.br

Este artigo tem como propósito problematizar as múltiplas inscrições nos corpos, tomando como referência narrativas das mulheres que participam da Associação Movimento Solidário Colméia, Rio Grande/RS. Nesse sentido, buscamos discutir aquilo que habitualmente pensamos ser o corpo – resultado de um fenômeno biológico – e chamar a atenção para a existência de alguns discursos, práticas sócio-culturais, abordagens científicas, entre outras construções, que transitam e se correlacionam no tecido social produzindo-o e (re)significando-o. Como estratégia metodológica para a coleta de dados utilizamos o grupo focal. Para tanto, foram realizados 10 encontros dos quais participaram 20 mulheres, com idade entre 18 e 60 anos, as quais estão em processo de escolarização (EJA). No estudo, apresentamos e analisamos as narrativas dessas mulheres sobre seus corpos, estabelecendo conexões com os Estudos Culturais e de Gênero, nas suas vertentes pós-estruturalistas. Palavras-chave: corpo, mulher, narrativas, Educação de Jovens e Adultos

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DO PARQUE MUNICIPAL VITÓRIO SIQUIEROLLI
Fredston Gonçalves Coimbra e Ana Maria de Oliveira Cunha e
anacunha@rapidanet.com.br

A Educação Ambiental que ultrapassa os limites da escola, se caracteriza como Educação Ambiental não Formal. Embora aconteça em parques, museus, unidades de conservação, zoológicos, empresas, organizações não governamentais, mantém vínculos com o sistema escolar. No presente trabalho, após caracterizar a Educação Ambiental que acontece em Unidades de Conservação, apresentamos as atividades desenvolvidas no Parque Municipal Vitório Siquierolli. Este recorte, que inclui a avaliação dessas atividades e o perfil da equipe pedagógica é parte de uma pesquisa que foi conduzida dentro dos domínios da pesquisa qualitativa, na modalidade Pesquisa Diagnóstica-Avaliativa, cujo objetivo foi conhecer a realidade e as perspectivas do Núcleo de Educação Ambiental do referido parque e analisar suas potencialidades. A coleta de dados foi viabilizada a partir de análise documental, entrevistas e observações diretas. Concluiu-se que o parque tem se consolidado como um espaço adequado para a Educação Ambiental não Formal na cidade.

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A GEOMETRIA NA ESCOLA PÚBLICA: QUE ESPAÇOS E FORMAS OS ALUNOS UTILIZAM HOJE?
Miriam Benedetti Narvaz; João da Rocha Filho; Áurea Isabel MachadoJanete Costa de Souza; Márcia E.R. de Lucena
miriamn@terra.com.br

O presente artigo mostra um trabalho de pesquisa, em andamento, que conta com o apoio do FINEP, onde um grupo de professores pesquisa possibilidades de ressignificação do currículo, tomando por base a geometria existente nas brincadeiras e jogos dos alunos da Rede Municipal de Caxias do Sul. Este trabalho tem como objetivo principal descobrir as formas e as representações espaciais utilizadas pelos alunos, com o intuito de tornar mais significativa e presente a matemática da sala de aula, resgatando e conhecendo a capacidade de matematização dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem, valorizando os saberes prévios. O texto relata o trabalho com duas dobraduras utilizadas pelos alunos, sua forma de construção, bem como as possibilidades geométricas e interdisciplinares que podem ser trabalhadas em sala de aula por meio desta abordagem

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A UTILIZAÇÃO DO PROGRAMA EPI INFO COMO AUXÍLIO PARA ANÁLISE DE DADOS DE QUESTIONÁRIOS PRÉ E PÓS-ATIVIDADE
Carla Mahomed e Dominique Colinvaux
carlamahomed@hotmail.co.uk

O presente artigo descreve os procedimentos metodológicos de uma pesquisa realizada em museu de ciências e tecnologia, especificamente o uso dos recursos do programa Epi Info. O objetivo da pesquisa era examinar o impacto de uma atividade museal e para isso um questionário foi elaborado e aplicado antes e após a atividade. O número de estudos sobre o impacto dos centros e museus de ciência na formação científica dos visitantes aumentou muito nos últimos anos. A pesquisa adotou a definição de impacto pessoal proposta por Garnett (2003), especificamente na dimensão da aprendizagem em ciências. A utilização do programa possibilitou observar a variação de freqüência absoluta para questões fechadas e rastrear a dinâmica de mudanças das categorias para as questões abertas. Considera-se que o uso do software de análise de dados permitiu o aprofundamento da análise de dados, auxiliando na identificação de questões relevantes para estudo do impacto da atividade

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ANÁLISE DO POTENCIAL PEDAGÓGICO DE ESPAÇOS NÃO-FORMAIS DE ENSINO PARA O DESENVOLVIMENTO DA TEMÁTICA DA BIODIVERSIDADE E SUA CONSERVAÇÃO
Sandra Pardini Pivelli e Clarice Sumi Kawasaki
sumi@ffclrp.usp.br

Zoológicos, museus, aquários e jardins botânicos são apontados como instrumentos de conservação, educação e pesquisa envolvendo o conhecimento da diversidade de espécies vegetais e animais. Neste cenário, observa-se uma ampliação do conceito de educação que não se restringe ao âmbito escolar, proporcionando o crescimento dos espaços não-formais de ensino. O presente trabalho propôs-se a investigar o potencial pedagógico de instituições públicas que expõem a biodiversidade, enquanto espaços não-formais de ensino, para o desenvolvimento da temática da biodiversidade e sua conservação, analisando-se os seus documentos e propostas, espaços de exposição e de desenvolvimento de atividades educacionais e os discursos dos profissionais destas instituições envolvidos nestas atividades. Verificou-se que todas as instituições apresentam potencial pedagógico para o desenvolvimento da temática da biodiversidade e sua conservação. No entanto, estas freqüentemente não possuem projetos pedagógicos envolvendo esta temática, sendo que o papel institucional mais enfatizado perante a mídia é o de entretenimento. Palavras chave: biodiversidade, conservação, potencial pedagógico.

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CIÊNCIA DE JOVEM PARA JOVEM: UMA ARTICULAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E O ENSINO FUNDAMENTAL NA POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA
Roberta Smania Marques, Josefa Rosimere Lira da Silva, Rejâne Maria Lira da Silva
robertasm@gmail.com

A educação não-formal possui diversos campos de abrangência, inclusive aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal em espaços diferenciados, com o intuito de promover ações transformadoras da educação. Este trabalho trata da investigação da inserção de estudantes do ensino fundamental participantes de um programa de vocação científica da UFBA e de uma ONG que atende jovens em situação de risco social, durante a I Semana Nacional de C&T/2004. Este Evento constituiu-se em espaço não-formal com três ações:lançamento de livros,oficinas e popularização da zoologia (exposição de animais, jogos didáticos e vídeos científicos). Para os estudantes em situação de risco foi uma oportunidade de despertar vocações científicas; para a Universidade, resgatar sua função social e para os jovens cientistas o desafio de expor suas produções. Todas estas ações permitiram a popularização da ciência em uma época de pouco investimento do ensino formal para construção de cientistas sensíveis à resolução de problemas da sociedade.

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CIÊNCIA EM JORNAIS DIÁRIOS: UM ESTUDO DE CASO DE TRÊS PUBLICAÇÕES.
Claudia Maria Antunes Uchôa, Silvania Paula Santos, Regina Celia E P Araújo, Ana Cecília Pedrosa de Azevedo
claudiauchoa@vm.uff.br

A mídia impressa representa um importante veículo para divulgação do conhecimento científico. Devido ao crescimento exponencial deste conhecimento, da crescente necessidade de informar a população, bem como pelo uso cada vez mais freqüente deste veículo em espaços formais, este estudo objetivou analisar reportagens associadas à ciência publicadas em três jornais diários, classificando-os quanto a sua área temática, origem, tamanho, presença de imagens e postura frente ao assunto apresentado. Pode-se observar que 43,2% destes abordavam a saúde como tema, tendo a maioria dos textos selecionados tamanho grande ou médio, com predomínio de dados nacionais e ausência de postura crítica. Os dados obtidos demonstram a valorização da ciência pela mídia impressa. Desta forma sugere-se que este material possa ser utilizado como um recurso pedagógico valioso, uma vez que contextualiza o conhecimento acadêmico à realidade cotidiana, desde que em conjunto com outras estratégias e mediante analise crítica.

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CONCEPÇÕES DOS AGENTES DE SAÚDE DA DIVISÃO DE INFORMAÇÃO, EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO MUNICÍPIO DE NITERÓI, SOBRE VERMES, AREIAS E SAÚDE.
Elisabeth C. A. Proença e Rodrigo da Cunha Bisaggio
ecproenca@ibest.com.br

Neste trabalho estudamos as concepções dos agentes de saúde da Divisão de Informação e Educação do Município de Niterói sobre o tema: vermes, areia e saúde. Tal abordagem faz parte de um estudo mais abrangente para o treinamento dos agentes de saúde do Município de Niterói. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de questionário semi-estruturado, com o objetivo de avaliar as concepções prévias sobre o tema, a associação deste com a prevenção de verminoses e a motivação individual para a busca de informações, participação e desenvolvimento de ações educativas. O grupo não apresentou os conhecimentos esperados sobre o tema. Foi expressiva a associação de verminoses em crianças com a falta de hábitos de higiene. A problemática da contaminação de areias e sua importância para saúde pública, apresentou-se de maneira subjetiva. Fica evidente que para a implementação de qualquer ação educativa, é essencial a realização de treinamento específico.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: SUBSÍDIOS PARA SENSIBILIZAÇÃO DE ESTUDANTES SOBRE A QUESTÃO ENERGÉTICA
Tânia Elizette Barata Pereira, Michel Sauma Filho
taniabarata@yahoo.com.br

Este trabalho teve como objetivo principal desenvolver um trabalho de educação ambiental. Para tanto se notou a necessidade de averiguar dos estudantes participantes das oficinas no laboratório do PROCEL, suas concepções sobre meio ambiente, e se estes achavam que havia alguma relação entre energia elétrica e meio ambiente e suas implicações ambientais. Questões que serviriam para reformular a oficina, que anteriormente apenas procurava demonstrar como utilizar adequadamente os aparelhos eletrônicos, evitando o desperdício e reduzindo o custo mensal. A metodologia empregada baseou-se na aplicação de um questionário e entrevistas semi-estruturadas e gravadas, que foram posteriormente transcritas. A partir dos resultados obtidos, houve uma reformulação da oficina, buscando que estas promovessem uma compreensão, orientada à cidadania, dos elementos que compõem o setor energético, de forma a estabelecer relações de causa e efeito sobre o uso racional de energia, agindo de forma consciente e permanente para uma melhor qualidade de vida. Palavras-chave: Uso Racional de Energia Elétrica; Educação Ambiental; Educação para a cidadania.

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EDUCAÇÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DE HANSENÍASE: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA O ENSINO DA DOENÇA
Karina Saavedra Acero Cabello & Milton Ozório Moraes
karina@ioc.fiocruz.br

Atualmente, o Brasil ocupa o segundo lugar do mundo na prevalência da hanseníase. Medos e estigmas prevalecem nas pessoas, fazendo que o preconceito continue e o diagnóstico seja difícil. Esse trabalho objetiva de divulgar aspectos reais da doença para crianças de 5ª e 6ª séries do ensino fundamental, tentando elucidar os aspectos obscuros para contribuir nas futuras campanhas de conscientização da população. Nós apresentamos aqui uma História em Quadrinhos (HQs) como instrumento de educação e divulgação científica para hanseníase, e de complementação às aulas de Ciências. Foram aplicados questionários prévios, estruturados com alunos de duas escolas. Após a apresentação da história, foi feita uma entrevista semi-estruturada, para medir a efetividade da ferramenta. As respostas dos alunos são descritas e discutidas em base a categorias estabelecidas. Para comparar as escolas foram feitas tabelas de contingência para avaliar as diferenças encontradas.

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ENSINO NÃO-FORMAL NO 28º BATALHÃO DE CAÇADORES: APRESENTANDO UM PROJETO DE ENSINO DE BOTÂNICA PARA O ENSINO MÉDIO DO COLÉGIO BOM PASTOR EM ARACAJU
Antonio Carlos Santos Júnior, Kátia de Araújo Carmo, Marlucia Cruz de Santana
aracajunior@yahoo.com.br

O ambiente do 28º Batalhão de Caçadores (28ºBC) apresenta-se como um espaço em que se dá o encontro direto com a natureza, demonstrando um grande potencial para o ensino não-formal. Realizou-se um reconhecimento histórico e florístico das árvores e cactáceas existentes no 28ºBC em Aracaju, visando uma melhor aprendizagem de Botânica e maior interesse dos escolares pelas plantas. A arborização do 28ºBC é em torno de 5% da área, com 237 árvores plantadas e distribuídas em oito famílias, dentre estas, formas nativas e exóticas. Elaborou-se uma trilha ecológica escolar. Fazendo-se necessário orientar as representações prévias dos alunos em confronto com a representação científica, foi desenvolvido um projeto educacional para os alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Bom Pastor, visando incentivar a responsabilidade com o meio ambiente e sensibilizar o aluno ao conhecimento botânico que se pretende difundir.

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EPPUR SI MUOVE! - UM JORNAL ELETRÔNICO
Renato Marcon Pugliese, André Machado Rodrigues, João Zanetic, Sônia Salém
rmpugliese@ig.com.br

“A Física como cultura: um jornal eletrônico”. Com este nome nasceu o projeto que resultou no jornal eletrônico Eppur si Muove!. O objetivo do projeto foi a criação de um jornal – impresso e eletrônico – que fosse um veículo de difusão do conhecimento da Ciência e da Física, enfatizando sua dimensão sócio-cultural, que envolve a história e a filosofia da Ciência, seus vínculos sociais e éticos, além de aspectos mais especificamente culturais. Foi criado também para ser um espaço de troca de experiências para licenciandos, bacharelandos, professores do ensino médio e superior de Física. O jornal conta com sete seções: Editorial, Entrevista, Principal, Ciência e Cultura, Ciência no Ar, “Resenhas, Resumos e Referências” e Diversos. Nossa intenção é configurar o Eppur si Muove! como um meio de divulgação cultural da Ciência, uma faceta tão bonita e tão desconhecida que ela tem. Esperamos, ainda, que o jornal seja um real auxílio para professores ativos e futuros, para que eles também encampem este nosso projeto de mostrar a Ciência com todos os seus matizes culturais e sociais, já que a Ciência também é uma construção humana.

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ESPAÇOS PEDAGÓGICOS EDUCAÇÃO AMBIENTAL
José Angelo - Iara Guazzelli
jang@ig.com.br

O presente trabalho apresenta resultados de uma pesquisa-intervenção em andamento, de caráter interdisciplinar, envolvendo geografia e educação ambiental. A mesma está sendo desenvolvida com alunos de uma 8ª série do ensino Fundamental, em uma Escola Estadual situada na Região Leste da cidade de São Paulo e foi organizada em torno de duas unidades temáticas: o aproveitamento de um espaço interno à escola para cultivo do solo e o estudo do Rio Tietê, que atravessa a região. Define como seu objetivo a educação ambiental contemplando a construção do conhecimento científico, a cidadania e a valorização dos laços que unem o homem à natureza e à cultura, fazendo apelo à sensibilidade, à emoção, e ao contato direto com a realidade. Tem como referencial teórico o pensamento da complexidade de Morin (2000, 2005), a obra de Pedro Demo (2005), Ricklefs(1996) e Genebaldo Dias (1992, 1994).

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EXPERIMENTO CATIVANTE: CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO TENDO COMO BASE A TEORIA DE MOTIVAÇÃO
Carlos Eduardo Laburú
laburu@uel.br

A partir de uma síntese teórica onde procuramos reorganizar e reformular conceitos sobre a motivação do aluno, este trabalho fundamenta dois aspectos essenciais para elaborar um experimento estimulante. A idéia é aproveitar experimentos com essas características, como meios de promoção do interesse do aluno em atividades de ensino e, com isso, aumentar a qualidade da aprendizagem.

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES: SOBRE PONTES E ARCOS, NAS LINHAS E ENTRELINHAS DA CIÊNCIA E DA ARTE
Gianine Maria de Souza Pierro e Helena Amaral da Fontoura
helenafontoura@gavea4.com.br

Este artigo apresenta os resultados preliminares da pesquisa em andamento: “Espaços Educadores e Formação de Professores: linhas e entrelinhas da Ciência e da Arte”, desenvolvida no Programa de Doutorado em Ensino de Biociências e Saúde da Fiocruz, na linha de pesquisa de Ciências e Arte e realizada na Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). No enfrentamento das questões referentes à formação docente, tendo um olhar atento ao ensino das séries iniciais do Ensino Fundamental, discutimos uma formação de professores na perspectiva da transdisciplinaridade, não somente como um enfoque ou uma metodologia pedagógica, mas na intenção de um programa de formação docente referenciado na concepção pós-moderna do conhecimento na qual a teoria da complexidade de Edgar Morin vem sendo desenvolvida.

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GRUPO DE ESTUDO EM EPIDEMIOLOGIA E PREVENÇÃO DAS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS NO INSTITUTO DE PESQUISA CLÍNICA EVANDRO CHAGAS.
Claudia Teresa Vieira de Souza, Marco Aurélio de Azambuja Montes, Valéria Trajano & Sonia Maria Medeiros Ferraz Neves
clau@fiocruz.br

A educação em ciências é uma prática social que vem sendo cada vez mais ampliada e desenvolvida nos espaços não formais de educação. Dentro dessa linha, estamos propondo a formação de grupo de estudo, direcionado a clientela do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz tentando resgatar conteúdos aprendidos no ensino formal, e adequá-los ao ensino não formal e informal. Pensamos que o impacto desta abordagem junto ao grupo de estudo será uma estratégia motivadora da auto-estima e dos cuidados básicos para a prevenção de doenças. Nossa intenção é a divulgação da ciência para esta clientela contribuindo para desmistificar a idéia de que somente profissionais da saúde possam entender e trabalhar no sentido da prevenção das doenças infecciosas e parasitárias. Pretendemos obter de forma compartilhada a troca de saberes pelos participantes do grupo propiciando impacto significativo nas estratégias de ensino e aprendizagem em biociências e saúde.

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HOMEM E MÁQUINA: ENTRE O REAL E VIRTUAL
Geraldo Wellington Rocha Fernandes e José André Peres Angotti
geraldo@ead.ufsc.br

O artigo é fruto de discussões teóricas e da elaboração de um vídeo amador produzido com recursos totalmente retirados da rede WEB. Baseia-se nas contribuições de Pierre Lévy, Neil Postmann e autores da publicação organizada por André Parente, sob título Imagem-Máquina. Iniciamos com o controverso significado de Virtual, prosseguindo com desenvolvimento das tecnologias da telepresença e dos mundos virtuais, cenários onde o homem persegue uma negação progressiva de seus intervalos de tempo, desde a influência do Fordismo-Taylorismo, até hoje, era da internet, que no limite parece concretizar o virtual: “a imagem se torna objeto” (Weissberg, 1993). Deixamos em aberto possíveis interpretações sobre a realidade, e por fim, apresentamos nossa convicção em favor do uso das novas tecnologias para o ensino-aprendizagem de ciências, considerando que essas estão presentes também para nos ajudar, desde que nos apropriemos delas, distantes do encantamento ingênuo e da condição de usuários dóceis.

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INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO: A TRAJETÓRIA DOS EGRESSOS DO PROGRAMA DE VOCAÇÃO CIENTÍFICA ENTRE OS ANOS DE 1986 E 2000
Cristiane Nogueira Braga e Gabriela Soares Rodrigues
cristi@fiocruz.br;danicris2000@uol.com.br

Nesse estudo propomos, construir indicadores de desempenho do Programa de Vocação Científica/EPSJV/Fiocruz, a partir da análise da trajetória dos egressos nos anos entre 1986 e 2000, buscando alimentar e oferecer feedback ao conjunto de ações do Provoc. Acreditamos que avaliar a trajetória dos egressos significa colaborar com a construção da história do Provoc que, enquanto alternativa educacional inovadora, poderá oferecer algumas contribuições para discussões nos âmbitos educacional e científico, podendo constituir-se em um importante instrumento de informação para disseminação da experiência junto a instituições científicas e educacionais. Portanto, frente a todas as especificidades do Programa, colocando em foco os egressos do Provoc na Fiocruz- RJ, levantamos questões de estudo fundamentais, tais como: quais são as escolhas profissionais destes alunos? Quantos deles integram grupos voltados para a ciência? Em que campo do conhecimento? Em que medida sua participação no Provoc interferiu nos rumos profissionais? Que outras circunstâncias possibilitaram tal opção?

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O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE CAMPO FUNDAMENTADAS PELOS PRESSUPOSTOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Rosana Caetano Baldani; Marília de Freitas Campos Tozoni-Reis
baldani@fc.unesp.br

A atividade de campo, relacionada à educação ambiental (EA), têm sido uma estratégia de ensino bastante explorada pela escola e pode contribuir para a observação dos fenômenos da natureza, como dos fatores integrantes do ambiente, inclusive os de caráter sócio-ambiental. Mas muitas definições, características e conceitos sobre atividade de campo, meio ambiente (MA) e EA ainda são de caráter difuso e variado, no âmbito escolar, gerando assim diferentes abordagens pedagógicas não sendo suficiente para uma visão integrada da realidade. Assim, o estudo apresentado neste artigo tem como objetivo trazer uma discussão/reflexão sobre essa temática, contribuindo para o desenvolvimento de aulas de campo em EA que possam garantir seus princípios básicos de práxis educativa cultural, informativa, fundamentalmente política, formativa, emancipatória, crítica e transformadora.

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O JORNALISMO CIENTÍFICO COMO PRÁTICA EDUCOMUNICATIVA
Amanda Souza de Miranda
mandinha@gmail.com

A educomunicação – campo de interface entre educação e comunicação – vem recebendo a atenção de educadores que se preocupam com os possíveis efeitos que a mídia provoca nos estudantes. Por outro lado, o jornalismo científico é um instrumento cada vez mais utilizado por professores de Física, Química e Biologia em suas aulas. Neste artigo, nossa intenção é unir referenciais das duas áreas a fim de promover uma reflexão inicial sobre práticas educomunicativas no ensino de ciências. O objetivo é atentar os professores sobre a potencialidade deste instrumento não apenas para ensinar conteúdos, mas também para tornar os alunos mais críticos com relação à mídia e a informação que dela recebem. Palavras-chave: divulgação científica – jornalismo científico – ensino de Ciências.

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OFICINAS TEATRAIS: ESTRATÉGIAS INOVADORAS PARA DIAGNÓSTICO DE CONCEPÇÕES E PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO SOBRE TEMAS DE SAÚDE
DENISE FIGUEIRA DE OLIVEIRA, CINTHIA CRISTINA RESENDE MENDONÇA, ROSANE MOREIRA SILVA DE MEIRELLES, TANIA CREMONINI ARAÚJO-JORGE E MAURICIO LUZ
denfioli@yahoo.com.br

O artigo discute a relevância da implementação de uma estratégia inovadora no âmbito da educação em temas de saúde. A estratégia proposta possibilita o encontro para o diálogo entre profissionais de diferentes áreas que compartilham objetivos educacionais específicos, tais como a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Elegemos a linguagem teatral como principal instrumento por ser extremamente dialógica, por estabelecer relação com a inventividade da ciência e por permitir uma ação espontânea dos participantes. O potencial de tais atividades no diagnóstico de representações sociais, associado a um relevante papel na construção compartilhada de conhecimento são discutidos. Concluímos sugerindo que, por intermédio de oficinas de jogos e experiências teatrais, é possível organizar espaços de escuta, propícios ao diagnóstico e análise coletiva de situações ligadas a graves problemas de saúde pública, como é o caso da dengue.

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PLANETÁRIO DE SÃO PAULO: CONTRIBUIÇÃO COMO ESPAÇO NÃO FORMAL DE APRENDIZAGEM E ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA
Elias, D., Amaral, L.H., Matsuura, O.
luiz.amaral@unicsul.br

Este trabalho tem como objetivo a apresentação de resultados do projeto de pesquisa-intervenção que vem sendo desenvolvido no Planetário do Parque do Ibirapuera (SP), cujo objetivo é a implantação de um espaço de aprendizagem desafiador que promova a popularização de conteúdos relacionados à astronomia, astrofísica e cosmologia por meio da exposição de objetos e experimentos da área. O artigo apresenta a concepção básica e os critérios que estão sendo utilizados do ponto de vista pedagógico para as indicações dos objetos e experimentos que estão sendo expostos. Considerando a estrutura de mapas conceituais buscou-se a melhor forma de apresentar, distribuir e expor objetos e experimentos de astronomia de maneira mais eficiente em termos de uma aprendizagem significativa, valorizando-se a aproximação e interação do público com o ambiente não formal de aprendizagem.

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SUPERINTERESSANTE: DAS BANCAS PARA A ESCOLA
Amanda Souza de Miranda
mandinha@gmail.com

Este trabalho pretende fazer uma breve análise sobre as seções da revista Superinteressante e como os professores podem utilizá-las na escola. Para tanto, escolhemos a primeira edição de uma nova fase da publicação e a avaliamos com base em algumas categorias: linguagem, metáforas e outras. Nós também procuramos fazer uma revisão da história da revista e chegamos a conclusão de que algumas de suas seções podem ser utilizadas na aula de Ciências. Palavras-chave: jornalismo científico –ensino de Ciências

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TENDÊNCIAS DA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA EM MUSEUS DE CIÊNCIAS
Carlos Eduardo Lira Silva, Silvia Nogueira Chaves
cadunon@yahoo.com.br

Nesse trabalho buscamos identificar que tendências educacionais e concepções de ciência vêm orientando as atividades educativas desenvolvidas em museus de ciências, para isto, propusemo-nos a analisar pesquisas que retratam o cotidiano de três museus. As pesquisas sinalizam que as práticas desenvolvidas nos museus usualmente tendem a apresentam a ciência como construto cultural, embora ainda se encontrem ações em que a ciência é tratada de forma dogmática, ahistórica e como conhecimento acabado. Quanto ao público a que se destinam as atividades, percebemos o privilegiamento do público escolar, levando-nos a considerar que, nesses casos, o processo educativo ali desenvolvido é de caráter complementar a escola. Assim, os resultados da investigação indicam a existência de certa transição das práticas educativas de ciências desenvolvidas nos museus, tanto nos aspectos epistemológicos da ciência, quanto ao público a que se destinam, evidenciando que tendências e concepções encontram-se em constante transformação em nossa sociedade. Palavras-Chaves: Museus em Ciências; Educação em Ciências; Tendências da Educação; Concepções de Ciências e Educação Não-Formal.

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TRABALHOS DE CAMPO NO ENSINO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE VISITAS CIENTÍFICAS DESENVOLVIDO PELO CDCC/USP
Alessandra Aparecida Viveiro, Aline Fernanda Campagna, Silvia Aparecida Martins dos Santos, Mara Franciele Wandermurem
alessandraviv@yahoo.com.br

TRABALHOS DE CAMPO NO ENSINO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE VISITAS CIENTÍFICAS DESENVOLVIDO PELO CDCC/USP.

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TREINAMENTO DE LAVAGEM DAS MÃOS PARA POFISSIONAIS DE SÁUDE DO INSTITUTO DE PESQUISA EVANDRO CHAGAS: UMA ESTRATÉGIA PREVENTIVA ATRAVÉS DE PRÁTICAS EDUCACIONAIS VISANDO A PREVENÇÃO DE TRANSMISSÃO DE MICRORGANISMOS MULTIRESISTENTES.
SONIA MARIA FERRAZ MEDEIROS NEVES; MARISA ZENAIDE RIBEIRO GOMES, DÉBORA RIBEIRO DE SOUZA SANTOS; Marco Aurélio de Azambuja Montes; CLAUDIA TERESA VIEIRA DE SOUZA
smfmneves@globo.com

Este trabalho é parte do reconhecimento de uma lacuna entre o conhecimento teórico dos profissionais sobre os riscos existentes no ambiente hospitalar e a aplicação prática das atividades de prevenção e controle. Este estudo teve como proposta inserir através de práticas educacionais realizadas nos treinamentos em controle de infecção da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, IPEC/FIOCRUZ à adoção de um dos procedimentos indispensáveis na prática diária de trabalho, a lavagem das mãos. Realizamos um diagnóstico inicial que nos permitiu verificar a alta freqüência de colonização nasal /infecção/óbito por MRSA (Staphylococcus aureus resistente a meticilina) em pacientes do IPEC. A partir daí priorizamos a elaboração e implementação de práticas educacionais que permitissem conhecer quais são os saberes dos profissionais de saúde, os seus hábitos para poder trabalhar e tentar gerar uma transformação dos mesmos em saberes novos, crenças modificadas, hábitos trocados.

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UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA AVALIAR A PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO EM EVENTOS CIENTÍFICOS
Cristiane Nogueira Braga; Julieta Vallim de Mendonça e Mauricio Roberto Motta Pinto da Luz
cristi@fiocruz.br;danicris2000@uol.com.br

O presente trabalho é parte do projeto de mestrado desenvolvido na Pós-Graduação em Ensino de Biociências e Saúde, na área de concentração em ensino não formal, do Instituto Oswaldo Cruz-Fundação Oswaldo Cruz/RJ. A pesquisa que aqui se apresenta, busca desenvolver uma avaliação quantitativa e qualitativa capaz de caracterizar os processos de participação de alunos de ensino médio em eventos voltados para a iniciação científica, em especial na Reunião Anual de Iniciação Científica da Fiocruz-RAIC realizada no período de 06 a 10 de dezembro de 2004 na FIOCRUZ. Tendo como foco este evento, buscaremos identificar seus aspectos mais significativos no que se refere à formação acadêmica, bem como seu potencial como instrumento de divulgação científica para o público escolar, na perspectiva de contribuir para o aprimoramento do ensino de ciências e estimular a produção e divulgação da pesquisa científica no Brasil.

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Organização: Roberto Nardi e Oto Borges
Elaboração: Edvaldo Lima da Silva e Sérgio Camargo